domingo, 12 de julho de 2009

Filosofia: Oque é isso?


1 - A FILOSOFIA E OS MITOS

Provavelmente, esta é a primeira aula de Filosofia da sua vida. Quando chegar em casa, você poderá dar a notícia a seus familiares que, agora, você também é um praticante de Filosofia. Eles certamente irão perguntar a você o que é Filosofia? Para quê serve isso? E estas são perguntas que, agora mesmo, você pode estar se fazendo.
Talvez, nos ajudaria verificar o que significa a palavra Filosofia. É aqui que começa nossa aventura pela história do pensamento ocidental, já que esta palavra é grega e, assim, temos de ir para o ano de 600 a.C., quando algumas pessoas denominaram a si mesmas como filósofas. E mais: na verdade, a palavra filosofia é a composição de dois termos gregos: filo + Sofia, vejamos o que sai daí:

FILO
SOFIA

Filo decorre de philía e o significado deste termo é amizade, amor. Na língua grega, há o verbo philéo, que significa sentir amizade por alguém, tratar como amigo, procurar, buscar, perseguir para encontrar.
A palavra Sophia significava, em um primeiro momento, uma espécie de habilidade manual. Em seguida, também era aplicada à idéia de sabedoria moral, sensatez, prudência. Por fim, significou um conhecimento teórico. O verbo sophízo significava tornar hábil, prudente, sábio[1].


Assim, faça a composição, você mesmo, do que, em poucas palavras, significa Philosophía:
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Isto é, em algum momento da Antigüidade, nas colônias gregas da Ásia Menor, algumas pessoas passaram a amar a sabedoria, a filosofar. Nada disso significa que, antes, as pessoas não tinham vontade de conhecer as coisas; ao seu modo, elas davam respostas às questões que se impunham, mas não filosoficamente, elas recorriam aos mitos.


O Mito

Os limites entre o natural e o sobrenatural jamais foram traçados claramente pelos homens da Antigüidade. Os heróis humanos projetavam-se com facilidade no mundo sobrenatural e divino; em contrapartida, deuses e deusas intercediam no mundo humano em favor de seus prediletos.
Mitos de criação - tematizam a criação do mundo e explicam os fenômenos naturais (sol, lua, vento, tempestade, estações do ano, fertilidade, dentre outros).
Mitos de Deuses e Deusas - tratam das origens e relações divinas, destacando seus feitos e sua interação com os seres humanos.
Histórias do Próprio Homem - falam das origens humanas, das fases iniciais de sua cultura, de sua difusão e povoamento no mundo, além de sua genealogia. Através de narrativas populares, pretendia-se explicar os pormenores da vida humana. O herói de quase todas elas é Prometeu (filho de Titã e, por isso, adversário de Zeus). A maioria dos mitos gregos pressupõe que o Homem já existia, espontaneamente produzido pela Terra.

Fonte: www.graudez.com.br/mitologia/

Vejamos o mito de Prometeu e Pandora:
Prometeu um Titã para afrontar Zeus, rouba o fogo dos deuses e dá aos homens. Os deuses criam uma mulher formosa chamada Pandora e envia-a aos homens com uma caixa contendo todos os males e sentimentos, esta é aberta e a humanidade se vê submetida a eles.
Este mito encontra-se mais detalhado na postagem: Prometeu e Pandora, da criação aos males do homem - virtualia.

Breve explicação: o mito quando narra sobre o fogo, toma-o como símbolo da inteligência do homem e da capacidade de desenvolver a técnica e a ciência para sua sobrevivência, assim como justifica os males que acometem a humanidade quando narra a origem deles na abertura da caixa de Pandora. Estes são exemplos de narrativas míticas que tem como função, apaziguar o homem dos seus temores diante do mundo, dando a ele justificativas de sua realidade.

MÝTHOS: Mito, palavra proferida, discurso, narrativa; rumor; notícia que se espalha, mensagem; conselho, prescrição. O verbo mythéomai significa: dizer, conversar, contar, narrar, anunciar (um oráculo), designar, nomear, dizer a si mesmo, deliberar em si mesmo. O historiador Heródoto emprega a palavra mýthos para referir-se a relatos confirmados por testemunhas, tradição. Platão e Aristóteles, porém, empregam mýthos para referir-se a narrativas ou relatos fabulosos, portanto, com o sentido de fábula, lenda. Pouco a pouco, mýthos passa a significar o lendário e irreal, mentira, relato não histórico. Nessa acepção, mýthos opõe-se a lógos[2].

[1] CHAUÍ, Marilena. Introdução à História da Filosofia: dos pré-socráticos a Aristóteles. São Paulo: Companhia das Letras, 2° edição, 2002, pp. 509-511.
[2] CHAUI, Marilena. Op. cit., p. 506.

PROMETEU E PANDORA, DA CRIAÇÃO AOS MALES DO HOMEM - virtualia

PROMETEU E PANDORA, DA CRIAÇÃO AOS MALES DO HOMEM - virtualia